3 artistas indígenas para ficar de olho em 2022

Daiara Tukano

Reprodução/Instagram


Daiara Hori, nome tradicional Duhigô, integra o clã Eremiri Hãusiro Parameri, do povo Yepá Mahsã, também conhecido como Tukano.

Daiara é comunicadora, educadora, ativista dos direitos indígenas e pesquisadora em direitos humanos. Seu trabalho artístico é baseado na pesquisa sobre as tradições e a espiritualidade de seu povo, a partir do estudo do Hori, que são as mirações produzidas pelo kahpi (ayahuasca). A artista também é coordenadora da Rádio Yandê, a primeira web rádio indígena do Brasil.

Uma das obras mais conhecidas de Daiara é a “Selva Mãe do Rio Menino “, o maior mural 

feito por um artista indígena no mundo. Localizado em Belo Horizonte, a imagem pintada no prédio representa a cultura indígena e a ancestralidade do povo Yepá Mahsã.

Uýra Sodoma


Reprodução/Instagram


Como o foco em expor a natureza e buscar o limite entre o natural e o naturalizado, a drag queen indígena Uýra Sodoma faz um trabalho artístico revolucionário. Através de suas performances, ela procura educar e conscientizar as pessoas sobre a preservação amazônica e os direitos LGBTQIA+. Uýra apresenta uma arte defensora da flora, da fauna e do povo amazônico. ALlém disso, ensina aos jovens uma arte protetiva dos costumes regionais. O trabalho é feito tanto no espaço aberto da cidade de Manaus quanto nas galerias de arte.

Emerson Munduruku, responsável por criar Uýra Sodoma, é biólogo e arte educador. O personagem surgiu em 2016, durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Descendente de indígenas da etnia Munduruku, atua principalmente em comunidades ribeirinhas do Amazonas.

Edú Costa


Reprodução/Instagram


O Edú realiza um impressionante trabalho quando o assunto é cerâmica, e isso tudo começou quando ele ainda era criança. Em entrevista ao site, ele nos conta que aos poucos foi se interessando, vendo as obras artísticas produzidas pelo pai: ” Lembro que as primeiras peças que me interessei a aprender a fazer foram apitos e muiraquitãs”. Ele completa que com o passar do tempo ia ajudando com encomendas maiores. 

É extremamente importante que o conhecimento seja passado para frente: “Uma cultura se mantém viva a partir da vivência de gerações”, diz.

Perguntamos ao Edú sobre a exportação dessa arte para outras regiões do Brasil: “É importante sim mostrar nossa arte pra fora, principalmente para ganhar espaço, mercado. Infelizmente tem muito atravessamento de arte. Pessoas dos centros compram nossa arte barata pra revender mais cara pra fora. Nesse sentido é legal que tenham espaços que possam divulgar/expor”.

O perfil do Instagram dos artistas é extremamente rico, não se esquece de conferir! @edu.cuia @uyrasodoma @daiaratukano

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