{"id":3802,"date":"2016-07-20T14:42:07","date_gmt":"2016-07-20T17:42:07","guid":{"rendered":"http:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/?p=3802"},"modified":"2016-07-20T14:42:07","modified_gmt":"2016-07-20T17:42:07","slug":"mesa-comunicacoes-orais-transitos-da-arte-na-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/2016\/07\/mesa-comunicacoes-orais-transitos-da-arte-na-educacao\/","title":{"rendered":"Mesa Comunica\u00e7\u00f5es Orais: Tr\u00e2nsitos da Arte na Educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MESA 2 &#8211; COMUNICA\u00c7\u00d5ES ORAIS &#8211; 21 DE SETEMBRO<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #000000;\">ARTISTAS ERRANTES COMO INTERCESSORES DO PENSAMENTO EM UMA PESQUISA EM PEDAGOGIA<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AUTORA:\u00a0Ang\u00e9lica Vier Munhoz<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">RESUMO:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O presente trabalho apresenta os movimentos de uma pesquisa de mestrado, vinculada ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ensino do Centro Universit\u00e1rio UNIVATES, realizada no per\u00edodo de janeiro de 2014 a dezembro de 2015. Diante da necessidade de pensar diferentemente o territ\u00f3rio da pedagogia, tal pesquisa encontra na obra de alguns artistas errantes (VISCONTI, 2014), que possuem o andar como sua po\u00e9tica de trabalho, mat\u00e9ria para problematizar os modos de ocupar e habitar as territorialidades (DELEUZE; GUATTARI, 1995) da pedagogia. Por outra via, os referidos artist as, por meio de tais movimentos, tamb\u00e9m ajudam a inventar outros modos de percorrer as formas e forma\u00e7\u00f5es de uma pedagogia inventada na modernidade (GAUTHIER, 2013), arquitetando outros modos de estar. A aproxima\u00e7\u00e3o afectiva e intensiva das obras de Francis Al\u00ffs e de outros artistas, bem como todo um movimento art\u00edstico, pol\u00edtico e filos\u00f3fico denominado Internacional Situacionista, criado por Guy Debord (JACQUES, 2003; 2014), misturam-se aos movimentos da pesquisa e, como obras-movimento, criam condi\u00e7\u00f5es para a inven\u00e7\u00e3o do andarilhar, modo\/m\u00e9todo de deslocamento da pesquisa. Dessa maneira a arte foi operada enquanto intercessora do pensamento porque \\&#8221;o essencial s\u00e3o os intercessores (DELEUZE, 1992, p. 156). A pesquisa n\u00e3o repete um movimento de um dom\u00ednio sobre o outro, mas muito mais intercede por eles, operando no territ\u00f3rio da pedagogia pela apropria\u00e7\u00e3o dos problemas desses artistas errantes, n\u00e3o para fazer e repetir o mesmo, mas, justamente, criam do outros deslocamentos no espa\u00e7o\/tempo de outro dom\u00ednio, neste caso, o territ\u00f3rio da pedagogia. Assim, tra\u00e7a-se uma transversal que diz dos movimentos desses artistas, seus objetivos e combates, mas especialmente de como se percebem seus deslocamentos e como se faz uso deles na pesquisa. Tal composi\u00e7\u00e3o mobilizou o corpo e o pensamento a experimentar a deriva para conseguir torn\u00e1-la texto e movimentar novas e outras posturas no territ\u00f3rio da pedagogia.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #000000;\">TECER: DA LINHA E DO GESTO: PO\u00c9TICAS DA ARTE E DA EDUCA\u00c7\u00c3O<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AUTORA:\u00a0Fernanda Morais Monteiro Carneiro<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">RESUMO:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Estudiosos, pesquisadores, artistas, arte-educadores t\u00eam contribu\u00eddo para o debate sobre o ensino da arte. A partir de observa\u00e7\u00e3o de profissionais que atuam com arte educa\u00e7\u00e3o, surgiram estudos que prop\u00f5e a doc\u00eancia em arte atrav\u00e9s da figura do artista-professor. A ideia do artista-professor \u00e9 fazer arte na pr\u00f3pria atua\u00e7\u00e3o com os alunos em sala de aula, o que sup\u00f5e deixar-se surpreender com os trabalhos dos alunos, construir com eles, estimul\u00e1-los a imaginar e a arriscar. Artistas-professores n\u00e3o atuam somente no ensino. Produzem artisticamente, s\u00e3o profissionais que, a partir da pr\u00f3pria experi\u00eancia de produzir artisticamente e ensinar arte, tentam encurtar o caminho que ainda existe entre a arte e o cotidiano, em especial, na escola. Essas duas atividades, o fazer art\u00edstico e a pr\u00e1tica docente, se complementam tamb\u00e9m pela pesquisa que permeia a atua\u00e7\u00e3o na sala de aula. Ela incita as quest\u00f5es a serem desenvolvidas durante a aula, como esclarece e impulsiona o que se faz como artista. H\u00e1 semelhan\u00e7as entre a cria\u00e7\u00e3o do artista e a da crian\u00e7a, n\u00e3o na inten\u00e7\u00e3o dos resultados, mas no que se refere ao processo e aos procedimentos utilizados. Como docente de Artes Visuais, sempre busco trabalhar com as crian\u00e7as processos criativos que certos fazeres ou jogos podem desencadear. As atividades s\u00e3o registradas fotograficamente, por exemplo, a fim de acompanhar o desenvolvimento dos alunos e, \u00e0s vezes, um mero registro dos exerc\u00edcios, passam a despertar meu interesse, pelos gestos que torcem, tran\u00e7am, esticam, inflectem as linhas, compondo geometrias e desenhos inesperados. O ato dos criadores, artistas ou crian\u00e7as, tem essa pot\u00eancia de dobrar a linha, expandi-la noutro sentido, reorient\u00e1-la; colocando em xeque o pr\u00e9-estabelecido. Mas que linha \u00e9 essa? E o gesto? Fiar, alinhavar. Tecer: atividade antiga e atual, que se coloca diante de mim; que me incita a ensaiar novas combina\u00e7\u00f5es de id\u00e9ias, enquanto artista e professora.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A INVISIBILIDADE DA PRESEN\u00c7A OU UMA ARTE EM VIA MARGINAL?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AUTORA:\u00a0Edna Cristine Silva<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">RESUMO:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A Arte da Dan\u00e7a est\u00e1 presente em todas as regi\u00f5es desse extenso pa\u00eds chamado Brasil. A diversidade de cultura trazida pelos imigrantes dos diversos pa\u00edses em conjunto com a existente no pa\u00eds, ou seja, a dos \u00cdndios, se multiplicou e expandiu. H\u00e1 at\u00e9 a express\u00e3o que \u201co Brasil \u00e9 um pa\u00eds dan\u00e7ante\u201d. Nos meios de comunica\u00e7\u00e3o televisivos essa Arte \u00e9 apresentada a partir de padr\u00f5es estabelecidos por uma sociedade hegem\u00f4nica. Na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica a inser\u00e7\u00e3o da Arte da Dan\u00e7a pode ser considerada recente, pois, somente ap\u00f3s a Lei N\u00ba 9.394 de 20 de dezembro de 1996 que estabelece as Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional \u2013 LDB9394\/96, e a seguir, com a publica\u00e7\u00e3o dos Par\u00e2metros Curriculares Nacionais \u2013 PCNs, \u00e9 que a Dan\u00e7a passa a ser apontada como conte\u00fado curricular art\u00edstico. Ou seja, a dan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 mencionada no ensino da Arte em documentos anteriores referentes \u00e0 educa\u00e7\u00e3o nacional. No entanto, como uma Arte que est\u00e1 presente em todas as regi\u00f5e s do pa\u00eds pode estar ausente na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica? Ser\u00e1 que aconteceram perdas para alunos, professores, assim como para a \u00e1rea da Dan\u00e7a ter permanecido durante tanto tempo fora da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica? E a presen\u00e7a da Dan\u00e7a na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica na atualidade foi efetivada? Como? Qual ser\u00e1 o reflexo da Lei de n\u00ba 13.278 para a Dan\u00e7a na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. O interesse \u00e9 promover reflex\u00f5es acerca desse assunto e identificar como a Dan\u00e7a pode estar presente na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica brasileira. Para isso, a pesquisa se fundamentar\u00e1 nas discuss\u00f5es sobre as \u201crela\u00e7\u00f5es de poder\u201d de Foucault (1979, 1999, 2008, 2010, 2011), \u201cestado de exce\u00e7\u00e3o\u201d proposto por Agamben (2008) e \u201cteoria Corpom\u00eddia\u201d de Greiner &amp; Katz (2005).<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">ARTE, EXPERI\u00caNCIA POL\u00cdTICA E FORMA\u00c7\u00c3O DOCENTE<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AUTORES:<\/span><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"color: #000000;\">Clarice Rangel<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">Isabela Frade<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">Joice Henck<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">Isabel Hennig<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">M\u00f4nica Sica<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">Alexandre Guimar\u00e3es<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">Ana Alvarenga<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">Alessandra Caetano<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">RESUMO:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> Nos encontros dos membros do grupo de pesquisa Observat\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o Est\u00e9tica (OCE-CNPq) que se dedica ao estudo da forma\u00e7\u00e3o docente em artes na Am\u00e9rica Latina, debate-se a implanta\u00e7\u00e3o da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aprovada pelo governo, mas que n\u00e3o encontra legitimidade nos \u00e2mbitos pedag\u00f3gicos de pesquisa e m educa\u00e7\u00e3o em vig\u00eancia no nosso pa\u00eds. O documento BNCC foi redigido e elaborado de forma velada, n\u00e3o democr\u00e1tica. Apresenta contradi\u00e7\u00f5es graves que ferem explicitamente uma educa\u00e7\u00e3o pautada na diversidade, e portanto, de car\u00e1ter democr\u00e1tico. Sua concep\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica do curr\u00edculo comum \u00e9 rasa, conteudista, disciplinarista e uniformizadora. Desconsidera a arte como uma \u00e1rea de conhecimento espec\u00edfica, negando a luta hist\u00f3rica dos arte educadores brasileiros na sua defesa. Desta forma, o grupo OCE aponta para os equ\u00edvocos nas orienta\u00e7\u00f5es das pol\u00edticas p\u00fablicas educacionais que nascem de forma autorit\u00e1ria e indireta, calcada na hierarquia de especialistas t\u00e9cnicos. Ao refletir sobre a necessidade de uma (in) disciplina nas pr\u00e1ticas curriculares, especialmente na \u00e1rea de artes, considera que a experi\u00eancia da liberdade criadora nas salas de aula deflagram falas, gestos, escutas e movimentos que ressoam em formas emancipadoras de organiza\u00e7\u00e3o do pensamento. Pela valida\u00e7\u00e3o do pensamento na produ\u00e7\u00e3o coletiva em exerc\u00edcio pedag\u00f3gico, propomos uma \u201csuspens\u00e3o em tr\u00e2nsito\u201d para acionar dispositivos de di\u00e1logo. Em car\u00e1ter de urg\u00eancia, estes devem fazer frente \u00e0s pol\u00edticas autorit\u00e1rias e pr\u00e1ticas segregat\u00f3rias e excludentes. Coletamos imagens que reverberem a partir de a\u00e7\u00f5es coletivas contundentes como estrat\u00e9gias pol\u00edticas propriamente estabelecidas nas produ\u00e7\u00f5es de docentes e discentes.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MESA 2 &#8211; COMUNICA\u00c7\u00d5ES ORAIS &#8211; 21 DE SETEMBRO ARTISTAS ERRANTES COMO INTERCESSORES DO PENSAMENTO EM UMA PESQUISA EM PEDAGOGIA AUTORA:\u00a0Ang\u00e9lica Vier Munhoz RESUMO: O presente trabalho apresenta os movimentos &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3802","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p3LbTB-Zk","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3802","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3802"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3802\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3869,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3802\/revisions\/3869"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}