{"id":3800,"date":"2016-07-17T20:39:08","date_gmt":"2016-07-17T23:39:08","guid":{"rendered":"http:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/?p=3800"},"modified":"2016-07-17T20:39:08","modified_gmt":"2016-07-17T23:39:08","slug":"mesa-comunicacoes-orais-poeticas-em-transito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/2016\/07\/mesa-comunicacoes-orais-poeticas-em-transito\/","title":{"rendered":"Mesa Comunica\u00e7\u00f5es Orais: Po\u00e9ticas em Tr\u00e2nsito"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">MESA 1 &#8211; COMUNICA\u00c7\u00d5ES ORAIS &#8211; 21 DE SETEMBRO<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O ARTES\u00c3O E A M\u00c1SCARA: ESTUDO SOBRE A FEITURA DE M\u00c1SCARAS DE PALHA\u00c7OS DE FOLIAS<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AUTORES:\u00a0Carolina Rodrigues da Silva e Ricardo Gomes Lima<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">RESUMO:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> O objetivo central da pesquisa \u00e9 investigar o processo criativo de feitura de m\u00e1scaras de folias de reis, o modo como os artistas adquirem e lidam com as mat\u00e9rias-primas, os aspectos simb\u00f3licos e culturais contidos nesses objetos. Interessa-nos tamb\u00e9m investigar a hip\u00f3tese da exist\u00eancia de uma rede de relacionamentos oriunda desse fazer, que articula artes\u00e3os, palha\u00e7os, e foli\u00f5es e em que a m\u00e1scara \u00e9 elemento central, conectando os la\u00e7os desse sistema. <\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #000000;\">DESLOCAMENTO COMO CONSTRU\u00c7\u00c3O DE AFETOS<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AUTOR:\u00a0Odinaldo Costa<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">RESUMO:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O texto prop\u00f5e uma articula\u00e7\u00e3o entre a etnografia e a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica no intuito de elaborar um percurso metodol\u00f3gico que aborde aspectos fundamentais de uma pesquisa em artes. O objeto de estudo aqui apresentado trata-se de produ\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas e mais especificamente o corpo do artista proponente, que se mostra como uma quest\u00e3o central no desenvolvimento da pesquisa ainda em processo. Esse corpo \u00e9 pensado como um territ\u00f3rio em deslocamento, logo a viagem \u00e9 um instrumento metodol\u00f3gico que encaminha o encontro do corpo do artista com outrem e tamb\u00e9m com lugares geogr\u00e1ficos desconhecidos. Atrav\u00e9s de uma flan\u00earie urbana o corpo entra em contato com outros corpos, como tamb\u00e9m interfere nas paisagens que se apresentam durante os deslocamentos. Os referencias acerca de autoetnografia, tanto quanto sobre viagem e paisagem s\u00e3o trazidos em di\u00e1logo para que se possa tra\u00e7ar um percurso que se delimita junto a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica que est\u00e1 sendo desenvolvida. Algumas quest\u00f5es como: \u00e9 poss\u00edvel realizar uma etnografia do pr\u00f3prio pesquisador? De que maneira articular uma proposta metodol\u00f3gica que posso assumir o corpo do pesquisar como foco na pesquisa? Algumas possibilidades s\u00e3o apontadas e colocadas em evid\u00eancia ao longo do texto. A dificuldade em elaborar uma reflex\u00e3o com tal direcionamento \u00e9 evidente, mas diante da possibilidade de constru\u00e7\u00e3o de paisagens \u00edntimas algumas resolu\u00e7\u00f5es ficam cada vez mais claras.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A PAISAGEM URBANA CARIOCA, UMA QUEST\u00c3O DE PERSPECTIVA<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AUTORA:\u00a0Aline Viana Tom\u00e9<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">RESUMO:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">No presente trabalho buscaremos localizar espacialmente as pinturas de paisagem realizadas por Eliseu Visconti (1866-1944) e de seus contempor\u00e2neos, referentes ao Rio de Janeiro, no entre s\u00e9culos XIX\/XX. No per\u00edodo em quest\u00e3o a urbe passava pro in\u00fameras transforma\u00e7\u00f5es, sejam elas de cunho pol\u00edtico, art\u00edstico ou urban\u00edstico. Dessa forma buscaremos refletir sobre quais s\u00e3o as regi\u00f5es de interesse desses artistas e o motivo de tal escolha. Motivados por quest\u00f5es como: quais eram as regi\u00f5es pintadas? O que essas regi\u00f5es representavam para o cen\u00e1rio da urbe quando as obras foram executadas? O que foi representado?; visamos entender o debate travado pelos pintores que representaram as paisagens da capital no per\u00edodo em quest\u00e3o. Primeiramente ser\u00e1 tra\u00e7ado um mapa apenas com as obras de Visconti, o que nos permitir\u00e1 entender um pouco mais acerca dos interesses do pintor. Num segundo momento ser\u00e1 elaborado outro mapa apontando a produ\u00e7\u00e3o dos demais pintores nas localidades cariocas, o que permitir\u00e1 um f\u00e9rtil di\u00e1logo entre as aproxima\u00e7\u00f5es e distanciamentos com rela\u00e7\u00e3o ao trabalho de Eliseu Visconti.<strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #000000;\">UM JARDIM NA FLORESTA<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AUTORA:\u00a0Cl\u00e1udia B. V. Tavares<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">RESUMO:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> A comunica\u00e7\u00e3o oral proposta se refere \u00e0 pesquisa para doutorado derivada da proposta art\u00edstica Um Jardim na Floresta. O trabalho realizado prop\u00f5e uma a\u00e7\u00e3o seguida por um deslocamento: captar e engarrafar \u00e1gua proveniente da umidade do ambiente do meu ateli\u00ea e lev\u00e1-la ao sert\u00e3o de Pernambuco para o cultivo de um jardim. Essa a\u00e7\u00e3o envolve \u00e1gua, afeto, deslocamento e constru\u00e7\u00e3o. Meu antigo ateli\u00ea fica situado em Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Localizado como por\u00e3o de uma casa, tem uma portaamarela que d\u00e1 diretamente na rua. A umidade domina o ambiente. Floresta \u00e9 o nome de uma localidade no semi-\u00e1rido pernambucano. Regi\u00e3o sujeita a severas secas, a \u00faltima estiagem durou tr\u00eas anos. A paisagem natural \u00e1spera e sem cor \u00e9 de uma amplitude a perder de vista e se assemelha ao imagin\u00e1rio comum quando se fala de sert\u00e3o: mandacarus, bodes \u00e0 solta, gado magro tentando pastar o que ainda sobrevive na seca. Distrito de Parnamirim, re\u00fane uma popula\u00e7\u00e3o em torno de 90 fam\u00edlias. A partir dos v\u00e1rios gestos pertencentes ao trabalho surgem muitas quest\u00f5es que ser\u00e3o desenvolvidas durante a elabora\u00e7\u00e3o da tese. Para essa comunica\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o abordada ser\u00e1 a de discutir o conceito de \u201cateli\u00ea-mina\u201d, que prop\u00f5e um deslocamento de margem da obra de arte para fonte do trabalho de arte. A ideia de ateli\u00ea se transforma ao longo da hist\u00f3ria da arte. \u00c9 no Renascimento, com o surgimento da pintura de cavalete e da escultura que nasce a possibilidade de circula\u00e7\u00e3o da obra de arte.O ateli\u00ea passa a ser o local individualizado que acolhe todo o processo de cria\u00e7\u00e3o da obra. \u00c9 visto como o espa\u00e7o do nascimento das obras que \u00e9 deixado de lado quando a obra \u00e9 finalizada para seguir seus caminhos poss\u00edveis dentro do sistema de arte. \u00c9 nesse espa\u00e7o do ateli\u00ea que a princ\u00edpio est\u00e1 \u00e0 margem dos trabalhos de arte que se encontra a minha mina que ser\u00e1 explorada e deslocada de um lugar \u00e0 outro. Pensar o ateli\u00ea como mina me parece ser o caminho a seguir, o transito, deslocamento, entre margem e centro.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #000000;\">INSTRU\u00c7\u00d5ES NA ARTE CONTEMPOR\u00c2NEA: ALGUNS APONTAMENTOS<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">AUTORA:\u00a0Let\u00edcia de Alencar Bertagna<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">RESUMO:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> As instru\u00e7\u00f5es como uma quest\u00e3o central em trabalhos de arte surgem durante as experi\u00eancias conceituais das d\u00e9cadas de 60 e 70 e foram especialmente exploradas e difundidas por artistas vinculados ao movimento Fluxus, embora apare\u00e7am na arte desde a proposi\u00e7\u00e3o de Marcel Duchamp intitulada Unhappy Readymade, como aponta Bruce Altshusler. Desde ent\u00e3o, os conceitualismos continuam provocando muitas resson\u00e2ncias nas produ\u00e7\u00f5es de arte atuais, embora a multiplicidade de suas pr\u00e1ticas atualizem e extrapolem as discuss\u00f5es suscitadas naquele primeiro momento, como podemos ver nas proposi\u00e7\u00f5es de artistas como Paulo Bruscky e Cildo Meireles, para citar alguns exemplos brasileiros. Outro importante modelo desse tipo de atualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o projeto Do it, do curador Hans Ulrich Obrist. Do it \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o virtual de instru\u00e7\u00f5es. No site do projeto encontra-se o mapeamento de artistas, ensaios cr\u00edticos e uma s\u00e9rie de proposi\u00e7\u00f5es que podem ser realizadas por qualquer pessoa. Posteriormente, os colaboradores podem enviar imagens e relatos de sua experi\u00eancia. Assim, vemos que \u00e9 da natureza da instru\u00e7\u00e3o em arte a possibilidade de ser executada por algu\u00e9m que n\u00e3o pertence necessariamente ao campo art\u00edstico mas que pode tornar-se o co-criador da obra\/proposta de modo efetivo. A instru\u00e7\u00e3o seria a obra aberta por excel\u00eancia, no sentido atribu\u00eddo por Umberto Eco, que a v\u00ea como algo em constante processo de elabora\u00e7\u00e3o. Nela, o espectador transformado em participante \u00e9 convidado a seguir algumas orienta\u00e7\u00f5es e a inventar caminhos para experimentar um estado po\u00e9tico mais do que construir uma obra concreta. Ou seja, na instru\u00e7\u00e3o est\u00e1 implicado mais o processo criativo do que a finaliza\u00e7\u00e3o de um objeto art\u00edstico espec\u00edfico. Este trabalho visa contextualizar o surgimento das instru\u00e7\u00f5es como linguagem art\u00edstica e apontar alguns de seus desdobramentos na arte contempor\u00e2nea.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MESA 1 &#8211; COMUNICA\u00c7\u00d5ES ORAIS &#8211; 21 DE SETEMBRO O ARTES\u00c3O E A M\u00c1SCARA: ESTUDO SOBRE A FEITURA DE M\u00c1SCARAS DE PALHA\u00c7OS DE FOLIAS AUTORES:\u00a0Carolina Rodrigues da Silva e Ricardo &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3800","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p3LbTB-Zi","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":false,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3800","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3800"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3800\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3867,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3800\/revisions\/3867"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}