{"id":844,"date":"2013-08-11T18:47:17","date_gmt":"2013-08-11T21:47:17","guid":{"rendered":"http:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/?p=844"},"modified":"2013-08-11T18:47:17","modified_gmt":"2013-08-11T21:47:17","slug":"o-que-e-arte-em-transito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2013\/08\/o-que-e-arte-em-transito\/","title":{"rendered":"O QUE \u00c9 ARTE EM TR\u00c2NSITO?"},"content":{"rendered":"<p>O presente texto\u00a0foi apresentado na abertura do II Col\u00f3quio Arte em Tr\u00e2nsito com a proposta de refletir um pouco sobre a express\u00e3o\u00a0que nomeia o projeto de extens\u00e3o. Compartilhamos com todos agora, a fim de que a reflex\u00e3o sobre o assunto continue se desdobrando:<\/p>\n<figure id=\"attachment_845\" aria-describedby=\"caption-attachment-845\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/SUP_0038.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"845\" data-permalink=\"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2013\/08\/o-que-e-arte-em-transito\/sup_0038\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/SUP_0038.jpg?fit=4928%2C3264&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"4928,3264\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5.6&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D7000&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1354204327&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;85&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;400&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.0025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"SUP_0038\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/SUP_0038.jpg?fit=300%2C198&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/SUP_0038.jpg?fit=800%2C530&amp;ssl=1\" class=\"size-medium wp-image-845\" alt=\"SUP_0038\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/SUP_0038-300x198.jpg?resize=300%2C198\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/SUP_0038.jpg?resize=300%2C198&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/SUP_0038.jpg?resize=1024%2C678&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/SUP_0038.jpg?resize=250%2C165&amp;ssl=1 250w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/SUP_0038.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/SUP_0038.jpg?w=2400&amp;ssl=1 2400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-845\" class=\"wp-caption-text\">Interven\u00e7\u00e3o Art\u00edstica &#8220;Somos Bichos&#8221; promovida pela artista Priscilla de Paula durante a II Mostra Arte em Tr\u00e2nsito em 2012<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Nem pensem em sem\u00e1foros e faixas de tr\u00e2nsito para responder essa quest\u00e3o. Arte em Tr\u00e2nsito \u00e9 um evento que acontece no Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o XXIII desde 2011, sendo parte de um projeto de extens\u00e3o criado por\u00a0professores da institui\u00e7\u00e3o. No entanto, essas informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas n\u00e3o respondem efetivamente \u00e0 quest\u00e3o que se coloca no t\u00edtulo dessa apresenta\u00e7\u00e3o. O que de fato \u00e9 <b>arte em tr\u00e2nsito<\/b>?<\/p>\n<p>Penso que estamos tratando de uma reflex\u00e3o mais profunda, em que colocamos como centro uma necessidade fundamental da arte, pois a partir do momento em que ela se movimenta \u00e9 que as suas quest\u00f5es s\u00e3o potencialmente exploradas, repercutindo, mudando, agregando, construindo sentidos e novas quest\u00f5es \u00e0 cada novo contato, \u00e0 cada novo olhar.<\/p>\n<p>Esse movimento pode, em uma leitura mais estrita, ser parte do funcionamento da pr\u00f3pria obra. Nesse sentido \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o lembrar, por exemplo de obras de arte cin\u00e9tica que etimologicamente est\u00e3o ligadas \u00e0 ideia de movimento, pois<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>\u201ca especificidade da arte cin\u00e9tica [&#8230;], \u00e9 que nela o movimento constitui o princ\u00edpio de estrutura\u00e7\u00e3o. O cinetismo rompe assim com a condi\u00e7\u00e3o est\u00e1tica da pintura, apresentando a obra como um objeto m\u00f3vel, que n\u00e3o apenas traduz ou representa o movimento, mas est\u00e1 em movimento.\u201d<\/i> (Ita\u00fa Cultural, <a href=\"http:\/\/www.itaucultural.org.br\/aplicexternas\/enciclopedia_ic\/index.cfm?fuseaction=termos_texto&amp;cd_verbete=353\">http:\/\/www.itaucultural.org.br\/aplicexternas\/enciclopedia_ic\/index.cfm?fuseaction=termos_texto&amp;cd_verbete=353<\/a>)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra lembran\u00e7a que sempre surge, s\u00e3o os artistas que escolheram o tr\u00e2nsito enquanto po\u00e9tica como, por exemplo, Cildo Meirelles em seus \u201cCircuitos Ideol\u00f3gicos\u201d. Sabemos que essa \u00e9 uma obra aberta \u00e0 todos, pois foi feita para acontecer em espa\u00e7os n\u00e3o institucionais. Quando questionado sobre as pessoas que procuram colecionar esse tipo obra, o pr\u00f3prio artista disse:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>\u201cPenso que nada impede que alguma cole\u00e7\u00e3o abrigue, por exemplo, as garrafas de Coca-Cola ou dinheiro com mensagem. [Mas] esta n\u00e3o \u00e9 a obra, por que no momento que isso ocorre , voc\u00ea est\u00e1 negando sua efic\u00e1cia que \u00e9 <b>circular<\/b>. (em entrevista \u00e0 Fellipe Scovino, pg 120)<\/i><\/p>\n<p>No entanto, quando come\u00e7amos a pensar um t\u00edtulo para o nosso evento, ainda no final de 2010, imaginamos arte em tr\u00e2nsito, como uma figura de linguagem que coloca em quest\u00e3o um movimento que essencialmente pode n\u00e3o estar na obra. Aqui chegamos \u00e0 um ponto crucial, pois pretend\u00edamos tocar na quest\u00e3o do movimento que a obra de arte promove em cada um de n\u00f3s e que, por consequ\u00eancia, n\u00f3s promovemos quando aproximamos o conhecimento art\u00edstico de nossos alunos, por meio de nossas aulas, das nossas pesquisas ou de obras de arte (de nossa autoria ou dos artistas que estudamos e conhecemos).<\/p>\n<p>No \u00e2mbito escolar, a ideia do tr\u00e2nsito como um movimento po\u00e9tico e intelectual da arte, n\u00f3s leva a pensar\u00a0que a\u00a0obra &#8220;transita&#8221; de diferentes maneiras e de como sua mensagem \u00e9 processada nesse movimento. Nesse sentido, a postura do professor e o modo como gerencia a rela\u00e7\u00e3o entre os diversos conhecimentos sobre arte \u00e9 o que faz diferen\u00e7a para que os alunos aprendam mais e melhor. A promo\u00e7\u00e3o de articula\u00e7\u00f5es que v\u00e3o dando suporte para que o aluno construa seus pr\u00f3prios entendimentos sobre arte \u2013 admitimos as muitas possibilidades de leitura ou compreens\u00e3o do acontecimento art\u00edstico \u2013 \u00e9 uma tend\u00eancia que n\u00e3o pode ser ignorada.<\/p>\n<p>Nessa reflex\u00e3o, cabe pensar o professor como um importante mediador, que precisa estar sempre conectado com os acontecimentos e conhecimentos art\u00edsticos, de forma que promova reflex\u00f5es e di\u00e1logos com os alunos independente de suas faixas et\u00e1rias.\u00a0 Assim, eles s\u00e3o retirados do lugar onde apenas recebem o conhecimento para, de forma din\u00e2mica, constru\u00edrem o conhecimento pela rela\u00e7\u00e3o entre a pr\u00e1tica e a teoria art\u00edstica.<\/p>\n<p>Nesse tr\u00e2nsito, ainda\u00a0\u00e9 poss\u00edvel\u00a0pensar a nossa rela\u00e7\u00e3o com os professores de outras disciplinas dentro da escola. Pois quando podemos contar com pessoas que se disp\u00f5em a formar conex\u00f5es entre os conte\u00fados, ampliamos as possibilidades de leitura que os alunos podem ter sobre arte e sobre a disciplina com a qual dialogamos. Mas para que isso aconte\u00e7a, \u00e9 fundamental que o corpo docente da escola reconhe\u00e7a que arte tem conte\u00fado. N\u00e3o estamos na escola para trabalhar desenho-pintura-escultura, fazendo por fazer. Isso me faz lembra uma frase de Ana Am\u00e1lia Barbosa \u201cN\u00e3o se faz interdisciplinaridade usando da habilidade de professor de artes\u201d. Por isso o tr\u00e2nsito da arte dentro da escola, devidamente alinhado com o conhecimento trabalhado pela proposta pedag\u00f3gica do professor, promove nos funcion\u00e1rios e outros professores a descoberta de uma \u00e1rea de conhecimento muitas vezes ignorada ou marginalizada na escola.<\/p>\n<p>Como foi dito no in\u00edcio da minha apresenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o muitas os percursos que a arte cumpre no seu tr\u00e2nsito. Paralelamente \u00e0 esse percurso, cabe a cada um de n\u00f3s pensar e fazer pensar criticamente as suas potencialidades como um importante campo de saber, para expandirmos os campos de leitura e interpreta\u00e7\u00f5es que somente a arte pode nos oferecer do mundo.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Texto:<\/strong><\/p>\n<p>Renata Oliveira Caetano<\/p>\n<p>Professora do Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o XXIII. Uma das coordenadoras do Projeto de Extens\u00e3o Arte em Tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presente texto\u00a0foi apresentado na abertura do II Col\u00f3quio Arte em Tr\u00e2nsito com a proposta de refletir um pouco sobre a express\u00e3o\u00a0que nomeia o projeto de extens\u00e3o. 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