{"id":6232,"date":"2020-04-23T17:00:00","date_gmt":"2020-04-23T20:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/?p=6232"},"modified":"2020-04-23T16:53:45","modified_gmt":"2020-04-23T19:53:45","slug":"paisagem-nas-artes-visuais2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais2\/","title":{"rendered":"Paisagem nas Artes Visuais"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">Principais refer\u00eancias &#8211; Segunda\u00a0 parte<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br>Oi pessoal! Voltamos com mais alguns artistas para complementar a nossa lista. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A partir de tudo aquilo que vimos no \u00faltimo post, j\u00e1 percebemos que pensar a paisagem no campo das Artes Visuais, significa ir al\u00e9m da mera representa\u00e7\u00e3o daquilo o que \u00e9 visto. Nos acostumamos com as \u201cPinturas de Paisagem\u201d, g\u00eanero art\u00edstico que se firmou no s\u00e9culo XVII e que foi marcado por vistas grandiosas ou pelos registros de viagens de muitos artistas. Elas nos apresentam, por meio da subjetividade de cada artista, como somos min\u00fasculos diante do mundo. Mas ao longo dos anos, v\u00e1rios deles e delas foram percebendo que suas cria\u00e7\u00f5es eram filtradas pela forma como percebiam ou, at\u00e9 mesmo, alteravam a paisagem. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><strong>Voc\u00ea acha que a paisagem s\u00f3 mostra a vista de algum lugar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Essa pergunta serve como uma provoca\u00e7\u00e3o para abalar as certezas dos estudantes. Muitas vezes vemos como eles t\u00eam pouco contato com obras de arte contempor\u00e2neas. Ent\u00e3o \u00e9 importante lev\u00e1-los \u00e0 uma reflex\u00e3o que vai al\u00e9m da ideia de representa\u00e7\u00e3o. Confira algumas sugest\u00f5es de artistas: <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><strong>Agnes Denes<\/strong> (1931): Nascida em Budapeste (Hungria) em 1931, a artista foi criada na Su\u00e9cia e educada nos Estados Unidos. Ela j\u00e1 participou de muitas exposi\u00e7\u00f5es em galerias e museus em todo o mundo. Mas, \u201cCampo de trigo &#8211; um confronto\u201d, de 1982, \u00e9 talvez o seu trabalho mais conhecido. Foi criado durante um per\u00edodo de quatro meses entre a primavera e o ver\u00e3o de 1982, quando Denes, com o apoio do fundo de arte p\u00fablica, plantou um campo de trigo dourado em dois acres de aterro cheio de entulho perto da Wall Street e do World Trade Center na parte baixa de Manhattan. Esta obra acaba gerando uma imagem conflitante pelo fato do plano de fundo de seu campo de trigo ser composto por pr\u00e9dios e entulhos. Por outro lado, Susie Hodge, autora do livro que citamos na postagem anterior, ressalta que a artista queria nos lembrar que a paisagem pode alimentar v\u00e1rias pessoas. Quando o trigo cresceu, foi colhido e enviado para 28 diferentes pa\u00edses, para que fosse plantado e colhido nesses locais.  <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"580\" height=\"390\" data-attachment-id=\"6233\" data-permalink=\"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais2\/figura1_post-1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post-1.jpg?fit=580%2C390&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"580,390\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Figura1_Post-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post-1.jpg?fit=300%2C202&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post-1.jpg?fit=580%2C390&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post-1.jpg?resize=580%2C390\" alt=\"\" class=\"wp-image-6233\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post-1.jpg?w=580&amp;ssl=1 580w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post-1.jpg?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><figcaption>Agnes Denes, Campo de trigo, 1982. Fonte:<br>\u00a0https:\/\/journals.openedition.org\/cidades\/docannexe\/image\/411\/img-3-small580.jpg<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><br><strong>Christo <\/strong>(1937) <strong>e Jeanne-Claude<\/strong> (1937-2009): Ela nasceu em 13 de junho de 1937 no Marrocos e era descendente de uma fam\u00edlia de oficiais franceses. Ele nasceu no mesmo dia e ano na Bulg\u00e1ria. Ambos viviam juntos h\u00e1 51 anos e ficaram conhecidos por instala\u00e7\u00f5es monumentais. Isso porque a proposta deles \u00e9 \u201cembrulhar\u201d com tecido elementos da paisagem, gerando imagens desconcertantes. Susie Hodge, chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que arte sobre paisagem nem sempre precisa acontecer no formato bidimensional. Um exemplo disso s\u00e3o as \u201cIlhas Cercadas\u201d, realizadas entre 1980-83. Al\u00e9m de ser ricamente visual, pelas cores e texturas, a obra carrega em si a estranheza de chamar a aten\u00e7\u00e3o para o desenho de elementos da paisagem que fazem parte do cotidiano das pessoa. A proposta traz a ideia de que indiv\u00edduos s\u00e3o capazes de empenhar grandes esfor\u00e7os para realizar um trabalho t\u00e3o monumental, de dif\u00edcil log\u00edstica, mas de forte impacto visual. De fato, \u00e9 mais do que ver a paisagem, mas interferir diretamente nela, para que outras pessoas a percebam de maneira mais detalhada e reflexiva. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"521\" data-attachment-id=\"6240\" data-permalink=\"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais2\/figura2_post-1-1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post-1-1.jpg?fit=900%2C586&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"900,586\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Figura2_Post-1-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post-1-1.jpg?fit=300%2C195&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post-1-1.jpg?fit=800%2C521&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post-1-1.jpg?resize=800%2C521\" alt=\"\" class=\"wp-image-6240\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post-1-1.jpg?w=900&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post-1-1.jpg?resize=300%2C195&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post-1-1.jpg?resize=768%2C500&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Christo e Jeanne-Claude, Ilhas cercadas, 1980-83. Fonte:\u00a0<br>https:\/\/blombo.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/destaque-christo.jpg<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><br><strong>Richard Long <\/strong>(1945): Esse artista brit\u00e2nico ampliou a ideia de escultura, agregando a ela a uma proposta perform\u00e1tica, ao mesmo tempo em que trabalhou com os princ\u00edpios da arte conceitual. Seu trabalho normalmente \u00e9 feito de terra, rocha, lama, pedra e outros materiais diretamente retirados da natureza. Em \u201cDeserto sonhado\u201d, realizada em 2017, ele usa pedra de Norfolk e ard\u00f3sia da Cornualha para criar um trabalho inspirado em b\u00fassolas. Constru\u00eddo com elemento deslocados natureza, seu efeito \u00e9 belo e estranho ao mesmo tempo: como uma forma geom\u00e9trica perfeita, claramente n\u00e3o natural, surgiu naquele jardim? A obra nos causa o confronto imediato entre a paisagem que a cerca e a forma que com sua presen\u00e7a altera a nossa percep\u00e7\u00e3o sobre aquilo o que vemos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"275\" height=\"183\" data-attachment-id=\"6241\" data-permalink=\"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais2\/figura3_post-1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post-1.jpeg?fit=275%2C183&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"275,183\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Figura3_Post-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post-1.jpeg?fit=275%2C183&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post-1.jpeg?fit=275%2C183&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post-1.jpeg?resize=275%2C183\" alt=\"\" class=\"wp-image-6241\"\/><figcaption>Richard Long, Deserto sonhado, 2017. Fonte: https:\/\/i.pinimg.com\/originals\/e1\/ae\/ef\/e1aeef28e986aa73c951a3423715e520.jpg<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><br><strong>Rachel Whiteread<\/strong> (1963): Nascida em Londres, Whiteread se inspira na forma das edifica\u00e7\u00f5es e nos objetos da vida cotidiana. Uma das maiores caracter\u00edsticas de seus trabalhos \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os negativos das constru\u00e7\u00f5es. Um excelente exemplo \u00e9 a obra \u201cGalp\u00e3o para galinhas\u201d de 2017. Trata-se de um pequeno galinheiro, originalmente constru\u00eddo em madeira. Seu interior foi inicialmente esvaziado e posteriormente vedado para receber alguns metros c\u00fabicos de concreto. O suficiente para preencher todo o seu interior. Por \u00faltimo s\u00e3o retiradas as paredes e o teto, restando somente o espa\u00e7o \u201cvazio\u201d agora materializado. N\u00f3s n\u00e3o vemos todo esse processo aqui descrito. Vemos apenas a escultura de concreto posicionada no seu local de origem ou reposicionada em outros locais, gerando disson\u00e2ncia entre a escultura e o seu entorno, como \u00e9 o caso dessa obra espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1242\" height=\"810\" data-attachment-id=\"6242\" data-permalink=\"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais2\/figura4_post-1-1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post-1-1.jpg?fit=1242%2C810&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1242,810\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Figura4_Post-1-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post-1-1.jpg?fit=300%2C196&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post-1-1.jpg?fit=800%2C522&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post-1-1.jpg?fit=800%2C522\" alt=\"\" class=\"wp-image-6242\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post-1-1.jpg?w=1242&amp;ssl=1 1242w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post-1-1.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post-1-1.jpg?resize=1024%2C668&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post-1-1.jpg?resize=768%2C501&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Rachel Witheread, Galp\u00e3o para galinhas, 2017. Fonte: https:\/\/si.wsj.net\/public\/resources\/images\/BN-VC392_WHITER_GR_20170913144430.jpg<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br>Ficou dif\u00edcil entender essa obra pela descri\u00e7\u00e3o que fizemos acima? Tente essa explica\u00e7\u00e3o: \u201cSabe quando a gente vai na praia, pega um balde, enche ele todinho de areia e vira tirando o balde? O que fica n\u00e3o \u00e9 o espa\u00e7o \u201cvazio\u201d do balde, s\u00f3 que \u201ccheio\u201d de areia? Ent\u00e3o. \u00c9 isso que essa artista faz.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Quem disse isso, n\u00e3o foi nenhuma professora ou cr\u00edtico de arte. Muito menos um artista. Foi uma crian\u00e7a de 8 anos de idade durante a aula na qual apresentamos essa obra. Ela, com seu simples (mas nem de longe simpl\u00f3rio) exemplo, conseguiu explicar a obra para as outras crian\u00e7as muito melhor do que qualquer outra pessoa. Por isso, \u00e9 fundamental, antes de qualquer coisa, mostrar as imagens e deixar os estudantes falarem, pois a partir disso \u00e9 poss\u00edvel enriquecer muito mais o processo de constru\u00e7\u00f5es de conceitos da aula.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Calma que tem b\u00f4nus!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em nossas aulas n\u00f3s n\u00e3o usamos esses artistas, mas n\u00e3o poder\u00edamos terminar essa sequ\u00eancia de posts sem cit\u00e1-los:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><strong>Willian Turner<\/strong> (1775 &#8211; 1851): Importante pintor ingl\u00eas, respons\u00e1vel pela reflex\u00e3o aprofundada dos estudos sobre cor e luz em suas obras. Isso interferiu t\u00e3o profundamente em sua constru\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica, que ele se desvinculou quase por completo do compromisso de representar os elementos da paisagem de forma claramente vis\u00edvel. Suas imagens buscavam captar movimentos que nem sempre s\u00e3o totalmente percebidos pelas pessoas. Com isso, retratava o poder da natureza manifestado pelas tempestades e cat\u00e1strofes, temas frequentes em suas pinturas. Recomendamos o filme \u201cSr. Turner\u201d como uma excelente fonte para pensar sobre a vida e a obra do pintor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><strong>Rosa Bonheur<\/strong> (1822 &#8211; 1899): Pintora realista francesa que focava na paisagem e nos animais inseridos nela. Na maior parte do tempo, seu real interesse era pela retrata\u00e7\u00e3o de cenas do cotidiano e do trabalho estabelecido nos campos abertos. Uma de suas obras mais conhecidas tem justamente essa tem\u00e1tica \u201cBois no Arado de Nivernais\u201d, de 1849. Nela, a artista apresenta uma vis\u00e3o do cotidiano talvez inspirada em escritos de Georges Sand, mas, sobretudo, comprometida com o grande envolvimento dos trabalhadores com a terra e seu preparo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><strong>Marcelo Silveira<\/strong> (1962): No material do educativo da 29a. Bienal de S\u00e3o Paulo, vemos que o artista pernambucano dedicou quase 20 anos \u00e0 escultura. Nos anos 2000 ele voltaria ao plano bidimensional, sendo que, uma de suas obras nessa t\u00e9cnica, foi exposta naquela Bienal. Segundo o Material Educativo, \u201ccontrapondo-se \u00e0s t\u00e3o difundidas t\u00e9cnicas digitais, o artista prefere trabalhar manualmente e assim se aproxima do artesanato. Recorta p\u00e1ginas de revistas, todas em preto e branco, e recombina os peda\u00e7os com cola, formando imagens novas. Para tanto, ele prefere rasgar a recortar com tesoura, o que deixa aparentes os contornos brancos irregulares. Os lugares que ele cria com suas colagens, n\u00e3o revelam de onde os fragmentos que comp\u00f5em a imagem foram retirados. S\u00e3o lugares enigm\u00e1ticos. Espa\u00e7os sem contornos, sem identidade, formados por peda\u00e7os de papel de paisagens naturais e texturas fotogr\u00e1ficas diversas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><strong>Ros\u00e2ngela Renn\u00f3 <\/strong>(1962): a artista mineira fez em 2016 uma bela proposta \u00e0 moradores de comunidades do Rio de Janeiro: fotografar e pesquisar sobre o local onde viviam. A ideia se desdobrou em uma exposi\u00e7\u00e3o chamada \u201cRio Ut\u00f3pico\u201d, na qual a Renn\u00f3 organiza um extenso mapeamento de imagens fotogr\u00e1ficas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><strong>Algumas refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Agnes Denes (website): <a href=\"http:\/\/www.agnesdenesstudio.com\/\">http:\/\/www.agnesdenesstudio.com\/<\/a><br><br>GIGANTISMO EF\u00caMERO | A arte de Jeanne-Claude e Christo (v\u00eddeo): <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=mxpKsvyCN10\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=mxpKsvyCN10<\/a><br><br>Richard Long (website): <a href=\"http:\/\/www.richardlong.org\/\">http:\/\/www.richardlong.org\/<\/a><br><br>Rachel Whiteread (website\/ Ingl\u00eas): <a href=\"https:\/\/gagosian.com\/artists\/rachel-whiteread\/\">https:\/\/gagosian.com\/artists\/rachel-whiteread\/<\/a><br><br>Site da 29a. Bienal de S\u00e3o Paulo (O material do educativo pode ser baixado gratuitamente): <a href=\"http:\/\/www.bienal.org.br\/publicacoes#e:29bsp\">http:\/\/www.bienal.org.br\/publicacoes#e:29bsp<\/a><br><br>Marcelo Silveira (website): <a href=\"http:\/\/marcelosilveira.art.br\/\">http:\/\/marcelosilveira.art.br\/<\/a><br><br>Uma outra Paisagem do Rio de Janeiro em \u201cRio Ut\u00f3pico\u201d (website): <a href=\"https:\/\/www.premiopipa.com\/2017\/12\/uma-outra-paisagem-do-rio-de-janeiro-em-rio-utopico\/\">https:\/\/www.premiopipa.com\/2017\/12\/uma-outra-paisagem-do-rio-de-janeiro-em-rio-utopico\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><br>Caso voc\u00ea ainda n\u00e3o tenha lido a primeira parte desse material, \u00e9 s\u00f3 entrar em:  <a href=\"http:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais\/\">http:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/pt_br\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais\/<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Principais refer\u00eancias &#8211; Segunda\u00a0 parte Oi pessoal! Voltamos com mais alguns artistas para complementar a nossa lista. 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