{"id":6215,"date":"2020-04-20T17:45:00","date_gmt":"2020-04-20T20:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/?p=6215"},"modified":"2020-04-20T06:49:10","modified_gmt":"2020-04-20T09:49:10","slug":"paisagem-nas-artes-visuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais\/","title":{"rendered":"Paisagem nas Artes Visuais"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-size:24px\"> Principais refer\u00eancias &#8211; Primeira parte<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u00c9 bem poss\u00edvel que nos \u00faltimos dias voc\u00eas tenham lido not\u00edcias sobre como a paisagem se alterou em consequ\u00eancia do distanciamento social. Para al\u00e9m de receber imagens desconcertantes de v\u00e1rios locais super conhecidos completamente esvaziados, vimos tamb\u00e9m a apari\u00e7\u00e3o do Monte Himalaia, que h\u00e1 anos n\u00e3o podia ser observado por causa da polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Tudo isso demonstra como o ritmo acelerado de nossas vidas alterou importantes paisagens naturais. Ao mesmo tempo, a rotina muitas vezes nos impede de observar o entorno e ver com outros olhos os locais pelos quais passamos ou at\u00e9 mesmo os locais em que gostar\u00edamos de ir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A nossa postagem de hoje visa apresentar a forma como abordamos essa quest\u00e3o em sala de aula. Al\u00e9m disso, queremos tamb\u00e9m elencar algumas das refer\u00eancias no campo das Artes Visuais que podem ser utilizadas para construir uma ideia de paisagem que n\u00e3o somente representa, mas tamb\u00e9m nos inclui de forma cr\u00edtica nela. Vamos l\u00e1?<br><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O que \u00e9 uma paisagem?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Esta pergunta pode iniciar uma conversa, para tentar compreender de quais pontos de vista os estudantes partem. Assim, d\u00e1 para mapear se algu\u00e9m j\u00e1 tem algum conceito elaborado e aproveitar o momento para fazer observa\u00e7\u00f5es mais gerais. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m apresentar algumas imagens de paisagens reais. Da cidade na qual voc\u00eas se localizam e de outras, tentando articular alguma variedade de vistas rurais, urbanas e praianas.<br><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Mas e nas Artes Visuais?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Com essa pergunta, a proposta \u00e9 conversar sobre um conjunto de artistas que ficaram conhecidos por suas paisagens em pinturas ou desenhos. A tentativa \u00e9 sempre equilibrar o trabalho de mulheres e homens, al\u00e9m de escutar os estudantes antes de trazer as informa\u00e7\u00f5es sobre as obras. Aqui apresentamos algumas sugest\u00f5es: <br><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>John Constable<\/strong> (1776 -1837): Na obra \u201cParque Wivenhoe\u201d, pintada em 1816, o brit\u00e2nico fez uso de pinceladas soltas e expressivas, que evocam vividamente a natureza por meio da representa\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores, nuvens, animais e um lago. A pintura, possivelmente partiu de um estudo realizado no local. Essa imagem foi para o atelier do artista para ser trabalhada na pintura, e por que n\u00e3o, reinterpretada. Naquele momento, sabemos que um lugar ao ar livre, como nas fazendas e seus arredores, era um s\u00edmbolo de seguran\u00e7a e da natureza n\u00e3o desrespeitada pela cobi\u00e7a humana e pelo desenvolvimento urbano. Trata-se de uma pintura carregada de sinceridade e que transmite uma sensa\u00e7\u00e3o de serenidade, anseio pela vida simples e natural, ao mesmo tempo em que nos imp\u00f5e a grandiosidade da natureza em nossas vidas. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"433\" data-attachment-id=\"6217\" data-permalink=\"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais\/figura1_post\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post.jpg?fit=1280%2C693&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1280,693\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Figura1_Post\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post.jpg?fit=300%2C162&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post.jpg?fit=800%2C433&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post-1024x554.jpg?resize=800%2C433\" alt=\"\" class=\"wp-image-6217\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post.jpg?resize=1024%2C554&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post.jpg?resize=300%2C162&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post.jpg?resize=768%2C416&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura1_Post.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>John Constable, Parque Winvenhoe, 1816. Fonte:<br>https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/1\/15\/John_Constable_-_Wivenhoe_Park%2C_Essex_-_Google_Art_Project.jpg\/1280px-John_Constable_-_Wivenhoe_Park%2C_Essex_-_Google_Art_Project.jpg<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><br><strong>Gabriele M\u00fcnter<\/strong> (1877-1962): A pintora alem\u00e3 apresentou a obra \u201cPaisagem com nuvens\u201d em 1908. Trata-se de uma imagem realizada em cores vivas, muito caracter\u00edstica do expressionismo alem\u00e3o, do qual M\u00fcnter fazia parte. Basta bater o olho nessa obra, para entender que o que motivou a artista n\u00e3o foi a representa\u00e7\u00e3o realista de um campo com suas montanhas e \u00e1rvores. No entanto, \u00e9 poss\u00edvel perceber a atmosfera ensolarada e o movimento das nuvens no c\u00e9u. Da mesma forma, tamb\u00e9m observamos como as linhas da pintura vibram em um ritmo contagiante e envolvente. Os contornos podem at\u00e9 dar uma sensa\u00e7\u00e3o de solidez \u00e0 obra, mas as nuances das massas de cores vibrantes rapidamente levam o nosso olhar do azul do c\u00e9u at\u00e9 o verde das \u00e1rvores, na parte inferior da tela. Com isso vemos uma paisagem surgir da a\u00e7\u00e3o direta da artista sobre a pintura, nos mostrando o impacto de sua subjetividade sobre o tema. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"339\" data-attachment-id=\"6218\" data-permalink=\"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais\/figura2_post\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post.jpg?fit=425%2C339&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"425,339\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Figura2_Post\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post.jpg?fit=300%2C239&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post.jpg?fit=425%2C339&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post.jpg?resize=425%2C339\" alt=\"\" class=\"wp-image-6218\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post.jpg?w=425&amp;ssl=1 425w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura2_Post.jpg?resize=300%2C239&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption>Gabrielle M\u00fcnter, Paisagem com nuvens, 1908. Fonte: registro de exposi\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><br><strong>Gustave Caillebotte<\/strong> (1848-1894): Em \u201cRua Parisiense, Dia Chuvoso\u201d, de 1877, o pintor franc\u00eas nos apresenta um recorte da not\u00e1vel e da caracter\u00edstica modernidade parisiense do fim do s\u00e9culo XIX. A composi\u00e7\u00e3o assim\u00e9trica, com figuras passeando em primeiro plano e formas cortadas, demonstram como Caillebotte j\u00e1 apresentava uma reflex\u00e3o inovadora para a cena lavada pela chuva. Esses elementos d\u00e3o \u00e0 obra um ar fotogr\u00e1fico que estimula uma sensibilidade um pouco mais radical na pintura. Caillebotte tinha como objetivo pintar o movimento da realidade assim como ela existia e como ele a via. Os seus tra\u00e7os distorcem a dimens\u00e3o dos edif\u00edcios e a dist\u00e2ncia entre eles, criando um amplo \u00e2ngulo de vis\u00e3o. Isso nos insere diretamente na cena e apresenta outra perspectiva para observarmos o movimento da capital francesa.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"420\" data-attachment-id=\"6223\" data-permalink=\"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais\/figura3_post\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post.jpg?fit=1200%2C630&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1200,630\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Figura3_Post\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post.jpg?fit=300%2C158&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post.jpg?fit=800%2C420&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post-1024x538.jpg?resize=800%2C420\" alt=\"\" class=\"wp-image-6223\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post.jpg?resize=1024%2C538&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post.jpg?resize=300%2C158&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post.jpg?resize=768%2C403&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura3_Post.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Gustave Caillebotte, Rua de Paris; Dia de chuva, 1877. Fonte: https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-cuiQt_elfGI\/WHq3jB1-AeI\/AAAAAAAAa7Q\/PHMzgLYDJKobWHR0eH0krVfVxZT1C6p5QCLcB\/w1200-h630-p-k-no-nu\/Caillebotte_-_Paris_Street%253B_Rainy_Day_-_Google_Art_Project.jpg<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br><br><strong>Tarsila do Amaral<\/strong> (1886-1973): \u201cVista de Ouro Preto\u201d foi um desenho realizado em 1924 pela artista brasileira. Ela nos apresenta a percep\u00e7\u00e3o de um momento especial, vivido com outros modernistas na viagem ao interior de Minas Gerais, realizada naquele ano. Na busca pela brasilidade, o pequeno recorte de paisagem tem um \u00e2ngulo que nos faz ver o conjunto de casas do alto. O vazio entre as linhas que constituem os elementos da imagem, faz o nosso olhar completar a cena composta por janelas e portas abertas, tra\u00e7os que se aproximam sem se tocar formando a geografia montanhosa da cidade mineira. A delicadeza do tra\u00e7o d\u00e1 a essa paisagem um ar de simplicidade e acolhimento, relatando uma vis\u00e3o po\u00e9tica que as cidades hist\u00f3ricas do interior ainda carregam. Vemos o efeito de um olhar art\u00edstico repleto de pessoalidade, uma ess\u00eancia que desencadeia em n\u00f3s a pot\u00eancia de seu imagin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"290\" data-attachment-id=\"6225\" data-permalink=\"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais\/figura4_post\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post.jpg?fit=400%2C290&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"400,290\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;4.8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D3100&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1369745417&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;32&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;400&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.025&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Figura4_Post\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post.jpg?fit=300%2C218&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post.jpg?fit=400%2C290&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post.jpg?resize=400%2C290\" alt=\"\" class=\"wp-image-6225\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post.jpg?w=400&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Figura4_Post.jpg?resize=300%2C218&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption>Tarsila do Amaral, vista de Ouro Preto, 1924. Fonte:<br>https:\/\/d3swacfcujrr1g.cloudfront.net\/img\/uploads\/2000\/01\/000196001019.jpg<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pausa para uma observar atentamente uma imagem:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Aqui, utilizamos o exerc\u00edcio do olhar, proposto no livro \u201c<em>Why is art full of naked people?\u201d<\/em> de Susie Hodge. No cap\u00edtulo, \u201c<em>Why paint a view<\/em>?\u201d (Por que pintar uma vista?), a autora introduz suas ideias apresentando a obra \u201cAndarilho sobre o mar de nuvens\u201d pintada em 1818 por Caspar David Friedrich (1774-1840). Para come\u00e7ar a conversa, basta pedir que os estudantes descrevam o que est\u00e3o vendo. A pergunta: \u201cA pintura \u00e9 sobre o homem ou sobre o lugar?\u201d, pode ajudar a dar continuidade \u00e0 reflex\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"6227\" data-permalink=\"https:\/\/arteemtransito.com.br\/site\/en\/2020\/04\/paisagem-nas-artes-visuais\/whatsapp-image-2020-04-20-at-06-27-10\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/WhatsApp-Image-2020-04-20-at-06.27.10.jpeg?fit=999%2C1280&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"999,1280\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"WhatsApp-Image-2020-04-20-at-06.27.10\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/WhatsApp-Image-2020-04-20-at-06.27.10.jpeg?fit=234%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/WhatsApp-Image-2020-04-20-at-06.27.10.jpeg?fit=799%2C1024&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/WhatsApp-Image-2020-04-20-at-06.27.10-799x1024.jpeg?resize=599%2C768\" alt=\"\" class=\"wp-image-6227\" width=\"599\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/WhatsApp-Image-2020-04-20-at-06.27.10.jpeg?resize=799%2C1024&amp;ssl=1 799w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/WhatsApp-Image-2020-04-20-at-06.27.10.jpeg?resize=234%2C300&amp;ssl=1 234w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/WhatsApp-Image-2020-04-20-at-06.27.10.jpeg?resize=768%2C984&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/arteemtransito.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/WhatsApp-Image-2020-04-20-at-06.27.10.jpeg?w=999&amp;ssl=1 999w\" sizes=\"auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><figcaption>Caspar David Friedrich, Andarilho sobre o mar de nevoeiro, 1818. Fonte:https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/b\/b9\/Caspar_David_Friedrich_-_Wanderer_above_the_sea_of_fog.jpg<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br>Caspar Friedrich \u00e9 um pintor famoso por criar imagens de pessoas solit\u00e1rias refletindo sobre a imensid\u00e3o da natureza. Nessa obra vemos a express\u00e3o de um tema rom\u00e2ntico. A pessoa em comunh\u00e3o com a paisagem a sua frente, evoca na pintura os desdobramentos dos homens solit\u00e1rios da poesia rom\u00e2ntica, que aparentavam vivenciar o mundo como que em um precip\u00edcio de sua pr\u00f3pria exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Quando ele coloca esse sujeito de costas, impossibilitando seu reconhecimento, \u00e9 como se n\u00f3s fossemos ele. N\u00f3s vemos a mesma coisa que ele v\u00ea. Mas o que ele est\u00e1 realmente vendo? Nesse momento, para auxiliar os estudantes, pode-se retomar o t\u00edtulo da obra e perguntar se eles j\u00e1 viram um nevoeiro. Quando a gente o v\u00ea de cima, como na pintura, \u00e9 assim mesmo, ele esconde a maior parte da paisagem. Voc\u00eas acham que ela fica mais misteriosa?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Essa obra nos ajuda a perceber que nem sempre uma paisagem \u00e9 composta por aquilo o que est\u00e1 a mostra. Friedrich estava mais interessado em nos fazer refletir sobre o que n\u00e3o vemos na imagem. Susie Hodge destaca como isso nos leva a pensar sobre o poder da Natureza e como somos pequenos diante dela. Alguma vez voc\u00eas j\u00e1 sentiram isso?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Mas se voc\u00eas acham que artistas apenas representaram as paisagens em suas pinturas e desenhos, saibam que a arte contempor\u00e2nea aponta para outros caminhos. Quer saber mais? Ent\u00e3o fiquem ligados! No dia 23\/04 vamos mostrar alguns trabalhos incr\u00edveis! At\u00e9 l\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Refer\u00eancias:<br>\u00c9 poss\u00edvel o livro \u201c<em>Why is art full of naked people?\u201d<\/em> de Susie Hodge em sua vers\u00e3o em portugu\u00eas de Portugal, intitulada \u201cPorque tem a Arte Tanta Gente Nua?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Principais refer\u00eancias &#8211; Primeira parte \u00c9 bem poss\u00edvel que nos \u00faltimos dias voc\u00eas tenham lido not\u00edcias sobre como a paisagem se alterou em consequ\u00eancia do distanciamento social. 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